Tema: ATENÇÃO BÁSICA
autor(a)
MARCOS BATISTA DA SILVA
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Bandeirantes, realiza atendimento psicossocial e multiprofissional a pessoas com sofrimento mental grave, incluindo os decorrentes do uso de álcool e outras drogas, localizado na Rua: Eurípedes Rodrigues n. 160 – Centro, no município de Bandeirantes – Paraná, CNPJ: 76235753000148, localizado no Município: 410240 – Bandeirantes - CEP: 86360000. Com o telefone: 3542-0917. Tipo Estabelecimento: Centro de Atenção Psicossocial CAPS I - CNES: 5377900, realizando atendimento ambulatorial, de média complexidade, gestão municipal, atendimento de demanda espontânea e referenciada, tendo como Diretor Clínico/Gerente/Administrador: Marcos Batista da Silva, estabelecimento cadastrado no CNESS em 24/05/2007. Sua equipe técnica é composta por profissionais: Técnica de Enfermagem da Estratégia de Saúde da Família: Ana Claudia do Nascimento Artesão com Material Reciclável: Celia das Graças Lopes Silvestrini Médico Psiquiatra: Edson Heringer Neto Rafael Negrão Ferreira e Kamylle Mota de Pompeu Psicólogo Clinico: Janaina Martins Sant Anna e Priscila de Lourdes Pavão Enfermeira: Roberta Aparecida Marcon Milani, Diretor Administrativo: Marcos Batista da Silva.
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Bandeirantes é destinado ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial, sendo especializado em saúde mental de caráter aberto e comunitário, inseridos na comunidade e que funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento para ser acolhido no serviço. A assistência em saúde mental é realizada por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar mencionada a cima, realizando atividades que podem ser coletivas, como grupos de usuários, ou individuais. Após acolhimento inicial e avaliação da equipe, o cuidado nesses espaços é desenvolvido por meio de Projeto Terapêutico Singular (PTS), que envolve equipe, usuário e família, com o objetivo de indicar quais oficinas terapêuticas serão direcionadas a cada paciente.
Pacientes com internação psiquiátrica, com sintomas graves de depressão, ansiedade e transtornos de personalidade, mostraram a efetividade terapêutica de dois protocolos fisioterápicos, um deles personalizado e baseado em atividades psicomotoras, treino de força e exercícios de resistência aeróbica e outro que incluía atividades físicas gerais com diferentes formas de exercícios e relaxamentos. A depressão não é necessariamente sinônimo de tristeza, assim como a população e até alguns médicos acreditam ser, o que acaba fazendo com que as pessoas assimilem apenas esse sintoma com a doença, e não analisa o indivíduo em outros aspectos também importantes. Alguns pacientes podem até mesmo não apresentar um quadro de tristeza e ainda assim estar com depressão. O quadro depressivo se caracteriza por uma síndrome com sintomas desde afetivos, até cognitivos e fisiológicos, obtendo assim um conjunto variável de sintomas que cada indivíduo pode apresentar de forma similar ou diferente, e a doença pode estar presente tanto de forma isolada, episódio depressivo, crônica, persistente e também pode ser associada com outros transtornos mentais. O fisioterapeuta desenvolve sua prática na reabilitação de disfunções clínicas e psíquicas, bem como, atua na prevenção e promoção de saúde e bem-estar. Porém, com o aumento da incidência de ansiedade e depressão dentre outros transtornos mentais.
O objetivo desta atividade passam por averiguar os resultados da terapia psicomotora na intervenção com adultos com perturbação mental. Os resultados mostraram que a psicomotricidade contribuiu, minimizando os comprometimentos corporais causados pelos transtornos mentais e, pelos tratamentos somáticos, promoveu benefícios físicos e psíquicos, favoreceu a interação e as relações de amizade, permitindo a conclusão de que ela, a psicomotricidade, facilitou os relacionamentos e, com isso, criou mais possibilidades de reabilitação psicossocial. Portadores de sofrimento psíquico e dependência química em internação psiquiátrica, os mesmo produziram mudanças favoráveis aos aspectos emocionais e à expressividade verbal. A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensório-motoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial.
Sem saúde mental não há saúde. A OMS define saúde mental como o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere. Houve melhora nos sintomas de despersonalização, dores musculares, comprometimentos respiratórios e na sensação de angústia, sendo que as contribuições das técnicas de relaxamento e alongamentos, aplicadas em portadores de transtornos mentais usuários do serviço aberto de assistência psiquiátrica, foram verificadas, e os resultados mostraram melhora nos níveis de ansiedade, aquietação dos pensamentos e ganhos na qualidade do sono. A saúde mental de cada um é determinada por uma multiplicidade de fatores, nomeadamente biológicos (por exemplo, genética e sexo), individuais (por exemplo, antecedentes pessoais), familiares e sociais (por exemplo, enquadramento social), os determinantes sociais e fatores protetores da saúde mental são o reforço do controlo, o aumento da resiliência e dos recursos comunitários, a facilitação da participação e a promoção da inclusão. Conclui-se que o atividade que desenvolvam a psicomotricidade podem auxiliar na reabilitação e reinserção dos p