Tema: MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE
Autor(a)
MARIA ELAINE PACANARO
Coautor(es)
CRISTIANA MARIA SCHVAIDAK
JULIANE RODRIGUES DE SOUZA CEUCHUK
LUANA APARECIDA PEDROZO
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são recursos terapêuticos que buscam a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. As práticas foram institucionalizadas por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC). Estas importantes práticas são transversais em suas ações no SUS e podem estar presentes em todos os pontos da Rede de Atenção à Saúde, prioritariamente na Atenção Primária com grande potencial de atuação. As indicações são embasadas no indivíduo como um todo, considerando-o em seus vários aspectos: físico, psíquico, emocional e social. Entre as principais diretrizes da PNPIC está o aumento da resolutividade dos serviços de saúde, que ocorre a partir da integração – ao modelo convencional de cuidado – de racionalidades com olhar e atuação mais ampliados, agindo de forma integrada e/ou complementar no diagnóstico, na avaliação e no cuidado. Este estudo diz respeito as boas evoluções causadas pelos protocolos de auriculoterapia, aplicados em três pacientes que apresentaram paralisia facial (paralisia de Bell), onde a causa de uma, segundo os médicos, foi o vírus da Herpes e, de duas outras, causa desconhecida. Estas práticas, no município de Rio Azul, são realizadas pela terapeuta Juliane Rodrigues de Souza Ceuchuk.
OBJETIVO GERAL Descrever uma experiência realizada com as Práticas Integrativas Complementares frente ao tratamento da paralisia facial. Objetivos Específicos: a) Descrever acerca da importância das Práticas Integrativas Complementares (PICS) b) Dissertar sobre uma experiência com a utilização das Práticas Complementares utilizadas em conjunto com a equipe multidisciplinar no tratamento e recuperação de um paciente com paralisia facial c) Elucidar a importância de disponibilizar as PICS no Sistema Único de Saúde (SUS) d) Promover à nível de modelo de atenção básica a utilização das PICS no SUS.
Esta experiência se trata de estudos de caso, pois observou e continua observando a evolução de pacientes que relataram ter sido acometidos pela paralisia facial. A seguir será descrita de modo breve a melhora de cada um, tempo de tratamento e demais condições. Paciente 1- masculino, 57 anos, em acompanhamento fisioterápico há três meses. Seu 1° atendimento 13/06, início de sintomas em 14/03/22, resultando em paralisia facial lado direito, relatou muitas dores, amortecimento na boca, dificuldade de segurar líquidos na mesma, impossibilidade de fechar o olho direito. Na data de 06/09, durante seu 9º atendimento, o paciente relatou que a boca ainda se encontra levemente amortecida, mas já dorme sem tampão pois fecha o olho naturalmente. Paciente 2- masculino, 26 anos, 1° atendimento 04/08/22, teve a paralisia facial, lado direito, a um mês da data desse atendimento, relatou muita dor, boca amortecida, pico de pressão. No 4º atendimento 02/09 manteve as evoluções e relatou estar fazendo fisioterapia duas vezes na semana. Paciente 3- masculino, 10 anos, 1°atendimento -10/08, apresenta paralisia facial lado direito, faz 17 dias, foi durante a noite, acordou com sintomas sentindo um pouco de dor no rosto, olho pisca de maneira lenta, não conseguindo se alimentar normalmente, segundo médico paralisia causa por vírus de herpes. 3° atendimento -26/08, já fecha bem o olho, piscando de forma natural, tem controle de movimentos da boca, consegue sentir a face. Sem fisioterapia.
Apesar de dois pacientes ainda estarem em tratamento, observou-se que ao utilizar os protocolos de auriculoterapia, nos três casos, mais especificamente a utilização dos pontos “she men, Simpático, Rim, ponto zero, relaxante muscular, tálamo, testa, face, olho, maxilar e zigomático”. Esta prática possibilitou a terapeuta chegar a conclusão e que as Práticas Integrativas Complementares, mais especificamente, neste caso, a auriculoterapia, também tem resultados positivos e grande avanço quando utilizados no tratamento e recuperação e pacientes com paralisia fácil (paralisia de Bell). Se faz necessário ressaltar, que dos três, dois dos pacientes estão fazendo fisioterapia em concomitância com a auriculoterapia, pois esta se trata de uma terapia complementar que se aliada com a prática fisioterápica, mostrou-se muito de extrema valia. Em todos os três pacientes pudemos observar uma boa evolução, pois pode-se notar que houve diminuição na dor, melhora na sensibilidade da face, ambos relataram conseguir fechar com menos esforço os olhos, onde um não está nem precisando mais dormir com tampão no olho. Desta forma, se faz necessário ressaltar a importância da disponibilização destas práticas na linha de Atenção Básica do SUS, pois os pacientes buscam estas práticas cada vez mais confiantes nos seus resultados.
A partir deste estudo, pode-se concluir que as Práticas Integrativa Complementares (PICS), tem trazido benefícios grandiosos quando alinhada à atenção primária e o tratamento da paralisia fácil. Em virtude destes resultados, acredita-se que o mesmo pode servir de base norteadora à futuros terapeutas e, ainda, alavancar estas práticas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).