Tema: REGULAÇÃO DO SUS NO MUNICÍPIO/DISTRITO FEDERAL
Autor(a)
Robsmeire Calvo Melo Zurita
Coautor(es)
Claudia Tiemi
Janete Veltrini Fonzar
Eduardo Henrique Wentz Ribeiro
Cristiane Martins Pantaleão
Janaina Barbosa
Fabiane Cobianchi
Simone Tomaz da Silva
As filas para procedimentos, consultas e internações no SUS e o alto tempo de espera são um importante motivo de avaliação negativa entre os usuários. Há vários problemas que decorrem disso, desde a agudização de problemas de saúde até aumento dos custos de tratamento. O não acesso a intervenções em tempo oportuno pode agravar condições tratáveis e impactar na morbimortalidade da população usuária. Quadros mais complexos também consomem mais recursos e ações de média e alta complexidade na área da saúde. A Regulação é uma estratégia de racionalizar os fluxos para acesso a tratamentos, uma potente ferramenta de gestão capaz de interligar a rede de saúde. Esta proposta aponta como os gestores municipais podem tirar o melhor da Regulação para otimizar o SUS municipal.
1. Identificar as fragilidades nos encaminhamentos especializados realizados pela atenção básica 2. Qualificar os profissionais da atenção básica. 3. Qualificar e gerenciar a fila de especialidades. 4. Implantar protocolos clínicos em parceria com a universidade para encaminhamento para especialidades. 5. Otimizar os recursos públicos aplicados em exames e consultas de especialidade.
A Secretaria Municipal de Saúde de Ivaiporã-Paraná em parceria com a Unicesumar pelo Centro de Apoio à Saúde Coletiva (CASP), agilizou o fluxo assistencial de consulta de Neurologia com 425 pessoas agendadas. A experiência relatada contou com duas etapas, primeiro a criação de um formulário para análise e gestão de fila, e na segunda etapa, desenvolvimento da jornada de qualificação com os profissionais médicos da APS, para aplicabilidade do protocolo, e aperfeiçoamento do seu papel na ordenação da RAS. Foi confeccionado formulário com as variáveis: Unidade Básica de Saúde (UBS), sexo, idade, médico solicitante, CID e grau de prioridade.
Na análise o número diminui para 247 pacientes, redução de 41,8%. Corrigiu-se a duplicidade, erros diversos, e o não comparecimento, resultando em economia de gastos e agilidade de fluxo. Quatro UBS apresentaram maior número de encaminhamentos à neurologia: UBS Central (18,2%), UBS Nova Porã (15,0%), UBS São Luís (13,8%) e UBS João XXIII (13,8%). Com o resultado foi possível identificar as dificuldades e demandas pelas equipes. Outra variável analisada foi o grau de prioridade, onde 55,9% (Grau 2), 31,2% (Grau 1) e 13,0% (Grau 3). Não havia uma homogenia médica na definição para o grau de prioridade, culminando na padronização de normas. Quanto ao sexo, 60,3% do sexo masculino e 64% dos encaminhamentos foram realizados por generalistas e 36% exclusivamente por neurologistas, desta forma padronizou-se que o retorno não voltaria para essa fila. Com relação ao CID, 85,0% dos encaminhamentos não apresentaram, definido que os encaminhamentos devem apresentar o CID. Na variável idade, 52,6% (20-59 anos), 40,9% (60+), 6,5% (19-0). De acordo com normativas do Ministério da Saúde, idosos podem ser encaminhados primariamente ao geriatra, onde havia ofertas disponíveis, e assim a redução na fila da neurologia agilizando o fluxo assistencial.
É fundamental a inclusão do uso de protocolos e critérios de estratificação de risco para identificar situação e urgência, com intervenção para evitar seu agravamento, considerando as vulnerabilidades individuais e coletivas nos respectivos territórios, além de enfrentar os desafios da Regulação, que estão ligados à resistência à mudança inerente ao setor Saúde, que apresentam culturas organizacionais bastante enraizadas. Esses desafios devem ser pautados pela gestão de saúde, para maior resolubilidade ás demandas dos usuários.
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