Tema: REGULAÇÃO DO SUS NO MUNICÍPIO/DISTRITO FEDERAL
autor(a)
DAIANE DE FATIMA DOS SANTOS
O município de Campo Largo se localiza na região metropolitana de Curitiba e conta com133.886 habitantes e cerca de 200.000 usuários ativos do sistema público de saúde. Assim como em todo o Brasil, no município, a insuficiência respiratória crônica costuma ser afase final de diversas enfermidades respiratórias, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC),fibrose pulmonar, deformidades torácicas e bronquiectasias adquiridas. Os pacientes vivem comhipoxemia e, muitas vezes, hipercapnia, apresentam importante comprometimento físico, psíquico esocial com deterioração da qualidade de vida, frequentemente de forma importante. Durante a pandemia de COVID-19 em 2020, reconheceu-se claramente uma redução docontrole dos fatores já relacionados por razões oriundas dos hábitos de vida populacionais impostospela quarentena, fatores emocionais e também aspectos desencadeados pelas mudanças dopróprio sistema de saúde. Além disso, diagnósticos mais tardios e com pior prognóstico tornaram-secomuns em doenças crônicas agudizadas. Outro fator determinante é que no territorio do Municipio está localizado 3 Hospitais dereferencia Estadual o que acaba inflando os serviços Municipais, devido a alta transitoriedade dospacientes. Devido a este cenário, uma iniciativa da gestão do município de Campo Largo foi a “Elaboração do Protocolo Municipal de Oxigenioterapia”
O Projeto de elaboração do “Protocolo Municipal de Oxigenioterapia Domiciliar” de Campo Largo tem como objetivo oferecer um protocolo capaz de conscientizar a equipe profissional na indicação do suporte de oxigenio e ofertar uma assistência aos portadores de enfermidades respiratórias agudas/crônica que residem no município de Campo Largo, e que tenham a indicação para o uso do tratamento a nível domiciliar. Secundarimante objetiva-se reconhecer a necessidade específica de pacientespreviamente mapeados no âmbito de cuidados à saúde pulmonar alem da redução de custo para o Municipal.
O projeto, iniciou com a construção do mapeamento dos usuários, identificando quantosusuários estavam ativos no programa, quais as unidades de saúde que estavam vinculados, asequipes de assistência e quais suportes já estavam sendo ofertados. Além disso, o municípioidentificou quais usuários preenchiam os critérios para serem encaminhados para o Programa doEstado. Após a analise inicial e a identificação especifica de cada usuário iniciou-se a construção doprotocolo com uma equipe de médicos, enfermeiros e Assistente Social, definindo os critérios parainclusão, tempo de rastreabilidade, protocolos medicamentoso e laboratorial, além de incluir suportede equipe multiprofissional, que é o diferencial do Programa Municipal. Foi realizado capacitação para a equipe médica da Estratégia da Família, alem da equipe de enfermangem e fortalecido o papel da equipe multiprofissional dentro do programa. Nessa capacitação foi determinante deixarmos já estabelecido um calendário de visitasdomiciliares e coleta de exames laboratoriais
O projeto, iniciou com a 322 usuários ativos no programa, após visita médica, reavaliação dosexames que são determinantes para indicação do uso, foi transferido os usuários com critérios parao programa do Estado e solicitado a recolha dos usuários que estavam com o equipamento e nãotinham mais indicação de uso, alem da visita da equipe multiprofissional que levou qualidade de vidapara os usuários com ganho terapêutico e orientações quando ao uso dos equipamentos. Omunicipio teve uma redução com a aplicação de um protocolo de inclusão de usuários no programade Oxigenioterapia Domiciliar de cerca de R$1.000.000,00 de reais no ano. Alem de vincular os usuários as equipes de saúde de família e protagonizar a rede de apoionesse processo de cuidado do usuário que utiliza suporte de oxigénio.
O projeto “Elaboração do Protocolo Municiapal de Oxigenioterapia Domicilar” trouxe para aprofissioanais de Campo Largo, bem como para os prestadores de serviço especializado populações,informações confiáveis e seguras durante dando autonomia do cuidado para a Atenção Básicanacerteza de que, apesar da alta mortalidade por doenças cronicas, as doenças pulmonares puderamdiminuir os agravos. Especificamente nesse periodo de aplicação tivemos uma queda financeira significativa na manutenção desse programa. Concluiu-se que os danos causados pelas doenças pulmonares é bastante evidente e podeser recuperado em um tempo menor com protocolos de aplicação e monitoramento pelas equipes desaúde. Nesse ínterim, a elaboração do protocolo e a ação combinada de rastreabilidade assistencial é uma alternativa para redução de tais condições.
Patrocinadores
Apoio