Tema: ATENÇÃO BÁSICA
Autor(a)
SUE ELLEN PADILHA
Coautor(es)
A Planificação da Atenção à Saúde (PAS) tem sido uma ferramenta essencial para qualificar a organização dos serviços na Atenção Primária à Saúde (APS), garantindo uma assistência mais estruturada e resolutiva. Um dos princípios fundamentais dessa metodologia é a territorialização, que permite conhecer a população adscrita, distribuir adequadamente os profissionais e planejar ações de saúde de forma mais eficaz. No município, a aplicação da PAS demonstrou a necessidade de levantar a quantidade real de pessoas e famílias em cada setor e microárea, garantindo uma cobertura equitativa pelas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF). Além disso, percebeu-se a importância da redivisão dos setores, ajustando a distribuição das microáreas conforme a realidade territorial e a capacidade das equipes, visando maior organização e eficiência no atendimento à população.
Com base na metodologia da Planificação da Atenção à Saúde, foram estabelecidas três metas principais: levantar a quantidade real de pessoas e famílias existentes em cada setor e microárea, garantir a cobertura de 100% das áreas adscritas pelas equipes do PSF e redefinir os setores, equilibrando a carga de trabalho e otimizando o atendimento.
O processo foi estruturado em duas etapas. Etapa 1: realizou-se o levantamento do mapa físico da área, a divisão das equipes para o recadastramento da população e a atualização dos cadastros no sistema municipal (Betha). Etapa 2: levantamento dos dados atualizados, redivisão dos setores e cobertura de 100 % das microáreas.
Esse trabalho permitiu identificar a quantidade real de famílias em cada área e viabilizou a reorganização das microáreas em parceria com a 18ª Regional de Saúde. Antes da territorialização, existiam 21 microáreas, das quais cinco estavam descobertas. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) das três equipes da ESF realizaram o recadastramento e a atualização no sistema de informação municipal. No entanto, o período programado de sete semanas não foi suficiente, pois fatores climáticos impactaram a execução do trabalho, estendendo o processo para nove semanas. Com o levantamento da população foi possível realizar a redivisão das microáreas, ajustando conforme a quantidade de ACS disponíveis, garantindo uma distribuição mais equitativa da população entre as equipes.
A territorialização nos trouxe aprendizados importantes, reforçando a necessidade de um planejamento detalhado e da flexibilidade para lidar com imprevistos, como as condições climáticas que impactaram o cronograma. A participação ativa dos ACS e das equipes da APS foi fundamental para o sucesso da ação, demonstrando que um levantamento preciso da população é essencial para uma gestão eficiente da saúde no território. Além disso, a experiência evidenciou que a integração entre o município e a Regional de Saúde é indispensável para garantir um atendimento equitativo, alinhado às necessidades locais e sustentado por uma organização eficaz dos serviços. A territorialização, aplicada dentro da metodologia da Planificação da Atenção a Saúde - PAS, se consolidou como uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da Atenção Primária e para a qualificação do cuidado prestado à população.
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