Tema: MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE
Autor(a)
DAISY CRISTINA RODRIGUES
Coautor(es)
Caroline Defaveri
Maria Julia Nardi
Anderson Marcos da Silva
Keylla Regina Casagrande
Stephanie Ferreira dos Santos
Marcia Cristina Pereda
Glenio Endrigo Coutinho
Julio Cesar Barradas Matute
As oficinas terapêuticas realizadas por meio atividades transversais, voltadas para artes, esportes, artes marciais e música, dança, teatro e temas contemporâneos representam uma inovação crucial no panorama do tratamento da dependência química, oferecendo uma abordagem multifacetada para a reabilitação psicossocial dos adolescentes em uso problemático de substâncias psicoativas Neste contexto, estabelecem-se como um veículo essencial para a reinserção social e a promoção da saúde mental dentro do âmbito do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). A implementação dessas oficinas resulta de uma cuidadosa colaboração e planejamento entre a equipe técnica do CAPS AD e instrutores, com o objetivo de proporcionar um ambiente terapêutico enriquecedor e orientado para resultados. Esta abordagem permite uma maior direção nas para o Projeto Terapêutico Singular, tornando-se uma estratégia com maior resolutividade para o processo de trabalho do CAPS AD.
As oficinas terapêuticas têm como objetivo primordial promover a reabilitação psicossocial dos participantes, mediante a oferta de atividades diversificadas e transversais que visam à inclusão social e ao desenvolvimento de habilidades pessoais e interpessoais. Busca-se, portanto, fomentar a autonomia e a resiliência, contribuindo para a construção de um projeto de vida mais saudável e significativo para os indivíduos atendidos pelo CAPS AD.
A metodologia adotada para as oficinas terapêuticas é resultado de uma parceria e planejamento colaborativos entre a equipe técnica do CAPS AD e os instrutores os quais são profissionais que possuem habilidades específicas nas áreas de interesse, como skate, artes marciais, música, cultura urbana, artes circenses, entre outras. A programação das atividades é planejada de forma conjunta, levando em consideração as necessidades e os interesses dos participantes. Cabe aos instrutores a implementação das atividades programadas, utilizando técnicas e abordagens terapêuticas adequadas para cada contexto, coorientadas por Terapeuta Ocupacional. Para seu planejamento são realizados estudos de artigos acadêmicos relacionados a cada segmento de atividade e sua implementação no âmbito da saúde mental, bem como reuniões diárias para avaliação do desempenho do adolescente, além de reunião geral entre todos os colaboradores, a fim de implementar o Projeto Terapêutico Singular. As atividades são ofertadas ao adolescente, que faz livre escolha das quais deseja desenvolver.
Os dados coletados dos participantes das oficinas terapêuticas sugerem que essas atividades desempenham um papel relevante como estratégia auxiliar na redução do consumo de substâncias psicoativas. A participação regular nessas oficinas está associada a um ambiente ocupacional construtivo e interações sociais positivas, fatores que podem contribuir para a diminuição do desejo de consumir drogas e álcool. Essa abordagem integrativa mostra-se promissora na complementação dos tratamentos convencionais, oferecendo suporte adicional aos indivíduos em processo de recuperação. Além disso, os relatos dos participantes revelam um aumento na autoestima, indicando que as oficinas terapêuticas têm impactos positivos não apenas no comportamento, mas também no bem-estar emocional e psicológico dos participantes. Através do engajamento nas atividades, os participantes encontram um espaço propício para explorar noemocional e psicológico dos participantes. Através do engajamento nas atividades, os participantes encontram um espaço propício para explorar novas habilidades, fortalecendo sua identidade pessoal e sua confiança em suas capacidades. Além disso, as oficinas terapêuticas promovem uma maior integração social e familiar entre os participantes. Relatos frequentes destacam uma melhoria nos relacionamentos interpessoais e uma maior participação em atividades comunitárias e familiares. Essa dimensão social das oficinas é fundamental para a construção de redes de apoio sólidas e duradouras.
Em síntese, as oficinas terapêuticas emergem como uma ferramenta eficaz e alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e do tratamento em meio aberto no contexto do CAPS AD. Ao promover a integralidade da assistência, essas oficinas fortalecem os fundamentos da saúde pública, priorizando o bem-estar físico, mental e social dos indivíduos atendidos. Além disso, ao valorizar a participação comunitária e a autonomia dos usuários, nesse formato de realização das oficinas reforça a importância da promoção da saúde e da prevenção de doenças e comorbidades psiquiátricas, contribuindo para uma abordagem mais humanizada e inclusiva no tratamento da dependência química. Dessa forma, as oficinas terapêuticas não apenas complementam os serviços oferecidos pelo CAPS AD, mas também representam um exemplo prático de como os princípios e diretrizes do SUS podem ser efetivamente aplicados na prática clínica, promovendo a saúde e a qualidade de vida daqueles que mais necessitam